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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

QUESITOS QUE DEVEM SER AVALIADOS DENTRO DE UMA ESCOLA DE SAMBA

O EXEMPLO QUE SEGUE ABAIXO, SÃO DAS ESCOLAS DE SAMBA DO RIO DE JANEIRO E DE SÃO PAULO, MAS PRATICAMENTE É REALIZADO PELA MAIORIA DAS ESCOLAS DE SAMBA EM TODO BRASIL.

QUESITOS:
Diversos elementos fazem parte da caracterização de um desfile de uma escola de samba, sendo alguns deles quesitos aos quais os jurados devem atribuir notas. Outros, como a ala das baianas, porém, não são avaliados como quesitos, mas podem ocasionar perda de pontos para a entidade assim mesmo, caso não sejam exibidos.

COMISSÃO DE FRENTE

COMISSÃO DE FRENTE DA IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE EM 1999.

É linha de frente da escola, primeiro grupo de integrantes a desfilar, sendo isto uma condição obrigatória. Consiste em cerca de dez a quinze pessoas que realizam uma coreografia, introduzindo o enredo. À excepção da comissão de frente, não há nenhuma outra regra a respeito da ordem dos elementos durante o desfile escola da samba.
As comissões de frente já faziam parte, com esse nome, das sociedades carnavalescas, sendo, posteriormente, incorporadas aos ranchos e cordões carnavalescos. Funcionando como uma espécie de mestre de cerimônias do desfile dando boas vindas ao público e apresentando a escola, as comissões de frente das escolas de samba sofreram inúmeras mudanças ao longo do tempo. Em seus primeiros anos, eram formadas por um grupo de homens, em geral os diretores da agremiação, que vinha na frente da escola vestindo sua melhor roupa e saudando o público. Consta que algumas vezes carregavam bastões às mãos, cujo objetivo maior era o de defender seu grupo dos rivais.
A escola de samba Portela introduziu as comissões mais requintadas, onde seus componentes desfilavam com roupas elegantes, inclusive ocasionalmente com fraque e cartola, modelo esse que logo passou a ser copiado pelas demais escolas. Isso era parte da política de seu membro mais ilustre, Paulo da Portela, que entendia que os sambistas deveriam andar sempre bem vestidos, a fim de desfazer a imagem negativa que era tida sobre eles pelas classes mais altas, uma vez que blocos e cordões, antecessores das escolas, tinham como fama serem adeptos das brigas de rua e arruaças.
A Vizinha Faladeira, nos anos 1930, tentou inovar, trazendo as comissões em limousine e montadas a cavalo, como nas grandes sociedades. Tal fato a princípio foi bastante criticado inclusive pela comissão julgadora no único ano em que a escola do Santo Cristo venceu, pois esta alegava que apesar de ter seguido à risca o regulamento, entendia que tais recursos eram alheios ao que uma escola de samba deveria exibir. Em 1938 a comissão de frente passou a ser um quesito regulamentado. Com a chegada dos artistas plásticos nas escolas, muitas mudaram sua forma, já que as comissões eram muito parecidas entre si. Por causa disso, foi-se substituindo os trajes formais por fantasias, vinculadas ao enredo, apresentando passos marcados, ensaiados por bailarinos profissionais. Ao final dos anos 1990, já há a presença maciça de artistas circenses, grupos teatrais, uso de maquilagens especiais com muitos efeitos visuais e o uso de tripés.
No final dos anos 1970, com a liberação dos costumes, surgem comissões formadas por mulheres semi nuas, cujo marco principal foram as mulatas esculturais do carnaval de 1979 da Imperatriz Leopoldinense. Um modelo que logo se copia, mas a tendência crescente foi a de se mostrar comissões cada vez mais ricamente trajadas, com movimentos coreográficos cada vez mais elaborados. Isso não significa que as tradicionais comissões de frente tenham desaparecido: a Portela, por exemplo, manteve a tradição de se usar a velha guarda até os anos 1990 e algumas escolas vez ou outra ainda trazem esse tipo de comissão, como foi o caso da Rosas de Ouro em 2003. Até hoje, o regulamento dos principais desfiles não obriga as comissões de frente a se apresentarem dentro do enredo.
COMISSÃO DE FRENTE IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE EM 2007

ALEGORIAS E ADEREÇOS

MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUEL EM 2007

O quesito alegoria trata de carros com eixo de ferro, repleto de esculturas de madeira, plástico, isopor, entre outros materiais, decorados de forma a representar os elementos do enredo. No Grupo Especial carioca, atualmente, as alegorias não podem ultrapassar oito metros e cinqüenta centímetros de largura e nove metros e oitenta centímetros de altura. Diversas pessoas costumam desfilar em cima dos carros alegóricos, sendo aqueles que ocupam os lugares mais altos chamados de destaques.
O primeiro carro alegórico do desfile é chamado de carro abre-alas, e na sua parte frontal costuma vir o nome da escola, de forma estilizada. Algumas escolas, como a Portela por exemplo, trazem sempre no abre-alas o seu símbolo (no caso desta agremiação, a águia), independentemente do enredo. Os maiores carros chegam a atingir até 13 metros de altura e 60 metros de comprimento, o que ocasionalmente prejudica a sua entrada no local de desfile. Estes carros geralmente são empurrados por pessoas, que ficam embaixo ou atrás da alegoria. Nenhum carro pode ser movido à tração animal, e durante os anos 1990, chegou-se a proibir os motorizados, devido ao risco de incêndios.

EVOLUÇÃO, HARMONIA E CONJUNTO
Evolução é um quesito onde é julgada a velocidade e a forma como os componentes da escola de samba desfilam: se estão dançando animados, girando, se movimentando, e se passam de modo compacto, próximos uns aos outros, de modo que quem estiver olhando de cima tenha a impressão de que a escola seja um corpo único, uma fila contínua. Não se exige que os componentes sambem, mas estes devem se movimentar. Costuma-se penalizar escolas que sofrem alterações bruscas na sua velocidade de desfile, ora desfilando muito rápido, ora muito devagar.
No quesito harmonia, é avaliada a interação entre o canto do intérprete oficial e o dos componentes. Escolas onde os integrantes não cantam o samba, ou cantam mal, recebem notas mais baixas neste quesito.
Já o quesito conjunto esteve ausente durante muitos anos, sendo trazido de volta aos desfiles cariocas a partir do ano 2000. É na realidade uma vista geral de toda a escola, de forma uniforme, onde um grupo de jurados avalia por alto toda a interação entre os vários quesitos.Em 2006, a AESCRJ aprovou a fusão dos quesitos Evolução, Harmonia e Conjunto num novo quesito: "Conjunto Harmônico".
ENREDO
Sendo uma característica dos desfiles, o enredo, costuma ser escolhido no início do ano, logo após o carnaval, sendo válido para o carnaval do ano seguinte. Nesse meio tempo, a partir do tema principal, os carnavalescos devem escrever toda uma sinopse, que guiará a fabricação das fantasias, alegorias e a composição do samba-enredo. Nesse quesito, os avaliadores devem julgar se a escola explicou bem o seu enredo durante o desfile, a partir desses outros quesitos. Também é punível a apresentação da sinopse, quando dirigida aos jurados, que contenha algum erro de informação, ou quando haja erro na apresentação, seja pela sua ordem, seja por sua carência.
SAMBA-ENREDO
Deve-se avaliar se o samba, além de contar bem o enredo, tem boa melodia e uma letra de características interessantes, musicalmente rico, e sem vícios de linguagem ou erros de concordância. Sambas que não possuem esta característica costumam ser penalizados, recebendo notas menores. O samba de cada escola é escolhido após uma disputa interna na escola, onde sambistas ou grupos criam seus sambas, baseados no enredo anteriormente definido. Após se inscreverem, concorrem entre si, e durante vários finais de semana, alguns vão sendo eliminados, até que sobre apenas um samba. No Rio de Janeiro, as composições para eliminatórias internas costumam ser gravadas em agosto. Em outubro é gravado o CD do Grupo Especial, com os sambas escolhidos em cada escola na voz do intérprete oficial. Também é avaliado se o samba é de fácil impressão e compreensão para o público, e se os componentes estão cantando hamonicamente (também avaliado em harmonia).
Até 2007, no Grupo Especial de São Paulo, o quesito samba-enredo era julgado duas vezes, sendo dividido em letra da música e melodia, cada um tendo notas de mesmo peso que os demais.

MESTRE SALA E PORTA BANDEIRA

CASAL DE MESTRE SALA E PORTA BANDEIRA EM 2006.

O termo mestre sala parece ter vindo dos bailes carnavalescos do século XIX, nos quais havia um profissional responsável pela organização do salão que era denominado de "mestre de sala" ou "mestre sala". No entanto, na verdade podemos recuar no tempo e percebermos que eram várias as casas reais que designavam um nobre da sua máxima confiança que ocupava permanentemente e em vitalício essa função para conduzir todas as cerimônias importantes. Em Portugal a família Almada, obteve-o durante seis gerações, de pai para filho, até acabar no 3.º conde de Almada. Mas, mesmo aí no reino de Portugal, pelo menos durante o domínio filipino já havia antes esse papel e título como oficial.
Com relação à porta bandeira o nome foi uma adaptação natural do antigo "porta-estandarte", personagem, geralmente masculino, que carregava os pesados estandartes dos grupos carnavalescos brasileiros. Mas, como sabemos na Idade Média já os havia para apresentar a organização militar, civil ou religiosa a qual pertenciam e primitivamente tinham a designação ou posto de alferes.
O mestre-sala e a porta-bandeira, no samba, são um casal que executa um determinado bailado especial e deve apresentar com graciosidade o pavilhão da escola. Suas fantasias assemelham-se a trajes de gala típicos do século XVIII, porém "carnavalizados", ou seja, com uma quantidade exagerada de cores e enfeites.
Em determinado momento, durante o desfile, eles param em frente à cabine dos jurados para apresentar sua dança, onde são avaliados. É proibido que os dois deem as costas um ao outro ao mesmo tempo, e erros como a queda de um chapéu ou um escorregão podem render uma perda de pontos preciosos.
Atualmente, desde pelo menos os anos 1990, as escolas do Grupo Especial do Rio costumam desfilar com três ou quatro casais de mestre sala e porta bandeira, mas apenas o primeiro deles é avaliado, sendo os outros dois apenas decorativos, e opcionais. Normalmente, existem para representar a escola em determinados eventos, quando o casal principal não puder comparecer.

 

BATERIA

REPIQUE, UM DOS VÁRIOS INSTRUMENTOS QUE COMPÕE UMA BATERIA

É uma espécie de orquestra com instrumentos de percussão, que devem acompanhar o canto e conduzir o ritmo (seção rítmica) do desfile. Quanto mais rápido e em ritmo mais forte a bateria toca, mais rápido os integrantes costumam desfilar, havendo portanto uma associação vital entre este quesito e o quesito evolução. No Grupo Especial carioca, cada escola possui, atualmente, uma média de 250 a 300 instrumentistas. No quesito bateria, devem ser avaliados "a manutenção regular e a sustentação da cadência da Bateria em consonância com o Samba-Enredo; a perfeita conjugação dos sons emitidos pelos vários instrumentos; a criatividade e a versatilidade da Bateria".
Costumam fazer parte de uma bateria de escola de samba os seguintes instrumentos: Surdo de primeira, Surdo de segunda, Surdo de terceira, caixa de guerra, repique, chocalho, tamborim, cuíca, agogô, reco-reco, padeiro, e prato. Há variações nesta composição, por exemplo, a Mangueira não utiliza o surdo de segunda, só o de primeira,  enquanto o Império Serrano dá destaque aos agogôs.
Nos anos 1960, surgiram as "paradinhas" do Mestre André, famoso diretor da Mocidade Independente de Padre Miguel, que, na verdade, foi o criador deste "efeito musical", que acontecia durante o desenrolar do desfile, em determinado momento, geralmente quando era executado o refrão do meio, subitamente parava de tocar, deixando o samba só no cavaquinho e na voz dos componentes, para retornar em seguida, de modo surpreendente e emocionante. O efeito esperado, considerado belíssimo pela crítica, é também arriscado, pois aumenta as chances de que o samba "atravesse", termo utilizado pelos sambistas para designar falhas, geralmente graves, cometidas pelos componentes da escola, que retornam no ponto errado da letra do samba em detrimento dos demais que estão cantando "junto" com o interprete (puxador) da escola.
Em 1997 a sensação do desfile foi a bateria da Viradouro sob o comando do Mestre Jorjão que em diversos momentos durante o desfile, executou o ritmo do funk por alguns instantes.
SURDO


FANTASIA
ALA DAS BAIANAS - ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA

O quesito fantasia julga beleza, criatividade e integridade das roupas utilizadas pelas alas no desfile. Neste quesito, a função básica das roupas é ilustrar o enredo da escola. São julgados os acabamentos, a qualidade na confecção dos figurinos e a adequação ao tema.

No quesito fantasia, outro ponto a ser observado é a uniformidade dentro de cada ala. As fantasias devem ser idênticas na ala. E o julgador pode tirar pontos preciosos se uma fantasia tiver um chapéu, calçado ou qualquer outra parte que seja diferente do restante da ala.

Mas nem só de beleza é formado o quesito fantasia. A roupa deve permitir que o desfilante consiga dançar e se movimentar com tranquilidade. Uma fantasia não pode limitar a empolgação, o canto e a vibração de quem desfila. Se fizer isso, perde pontos nesse e em vários outros quesitos.

Vale lembrar que nem todas as fantasias que passam na avenida são julgadas pelo quesito fantasia. Casal de mestre sala e porta bandeira, comissão de frente e pessoas que desfilam em cima de alegorias são julgados por seus próprios quesitos.
VISTA PANORÂMICA DE ESCOLA DE SAMBA NO RIO DE JANEIRO

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